20 dicas que você precisa saber na hora de elaborar projetos culturais


Você gostaria de saber como desenvolver um projeto cultural redondinho e aprender como escrevê-lo desde a página em branco até o orçamento final sem nunca mais ter que se descabelar ou passar horas escrevendo algo que você não tem certeza se está bom?

Confira aqui nossas 20 dicas de ouro para a elaboração de projetos:

1. O resumo é um resumo mesmo! 

 

O preenchimento do resumo é um campo obrigatório quando você está inscrevendo um projeto na Lei Rouanet. O resumo deve descrever o que você pretende realizar em no máximo 5 linhas, limitado ao máximo de 1000 caracteres. Trata-se de uma síntese com as informações essenciais fazendo referência ao(s) produto(s) cadastrado(s) no Plano de Distribuição. É importante ter muita atenção neste campo porque ele fará parte da publicação no Diário Oficial de seu projeto, quando ele for aprovado.

 

2.  O objetivo precisa ser… objetivo!

Nos objetivos do seu projeto devem constar APENAS:

 

1) Os objetivos gerais e específicos do projeto de forma clara, concisa e bem definida, sendo fundamental que esses possam ser medidos quantitativamente e/ou qualitativamente;
2) A repercussão local, regional e nacional esperada por meio da realização de tais objetivos;

 

3) Os impactos e desdobramentos positivos ou negativos desses objetivos, seja no âmbito cultural, econômico, social ou outro considerado relevante;

 

4) A contribuição do projeto para o desenvolvimento da área ou segmento cultural em que se insere.

 

Veja AQUI como elaborar um objetivo perfeito.

 

3. A acessibilidade precisa atender o que a lei determina.

Neste campo, o proponente (você!) deve informar quais ações serão adotadas (ou que o local já possui), para  proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas, nos termos do art. 23 da Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003, e portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 46 do Decreto no 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Os projetos culturais financiados com recursos federais devem SEMPRE facilitar o livre acesso de pessoas com deficiência e pessoas idosas. É regra e é clara! Elevadores, rampas de acesso, espaço para cadeirantes são algumas destas ações.

4. Democratizar o acesso não é igual a convidar seus amigos.

 

No campo de democratização do acesso, o proponente deve inserir de forma detalhada como serão doados ou vendidos os ingressos e quaisquer outros produtos resultantes do projeto, com detalhamento do público alvo, dos preços, dos critérios, das estratégias e das etapas do processo de distribuição e dos resultados esperados com o acesso do público. A ideia aqui é mostrar que você está usufruindo dos benefícios da lei ao mesmo tempo em que está cumprindo com o que ela determina, né? Ah, e estas informações devem bater direitinho com seu plano de distribuição, viu?

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5. Não esqueça a prestação de contas nas Etapas de Trabalho!

 

Neste campo, o proponente deve detalhar todas as fases do projeto: pré-produção, produção e pós-produção, finalizando na entrega da prestação de contas. Já pensou colocar tudo direitinho e esquecer a prestação? Atenção: o período de realização do projeto indicado nesse campo tem uma relação direta com o orçamento proposto.

 

6. Não coloque informações desnecessárias ou longas demais na ficha técnica

Na Ficha técnica, o proponente deve informar qual será sua função no projeto, assim como a indicação dos nomes, juntamente com os currículos resumidos, do diretor/coordenador artístico e dos artistas e/ou grupos participantes. Nada de colocar telefone, endereço, email de ninguém, viu? É só o nome + função no projeto + breve currículo, preferencialmente focando nos últimos projetos realizados!

 

7. Não tem todo mundo da ficha técnica ainda? Sem problemas!

Caso os nomes dos artistas ainda não estejam definidos, basta uma justificativa pela falta dos mesmos que as leis de incentivo e editais entendem. Claro que num edital, isso reduz suas chances de ser selecionado... então... corre atrás dessa equipe!

 

8. O patrocinador não pode receber mais do que 10% do produto final resultante

Não adianta o patrocinador esbravejar... é a lei! Há o limite de até 10% dos produtos culturais que serão distribuídos aos patrocinadores para a distribuição e você deve cumprir com estes limites.

9. Você pode ceder produtos resultantes para fins de divulgação... mas só 10%!

 

Você pode distribuir os produtos resultantes de seu projeto cultural (ingressos, CDs, DVDs, livros) para a imprensa, críticos ou para fins de divulgação e isso dá sempre um excelente resultado. Mas só deve lembrar que há o limite de até 10% dos produtos para esta distribuição.

 

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10. Distribuição Gratuita para a População de Baixa Renda não tem limite

Claro!

 

Se a ideia das Leis de Incentivo é justamente atender ao maior número de pessoas, projetos 100% gratuitos ou com alta distribuição gratuita para baixa renda e beneficiários faz parte do objetivo da legislação!

 

Dá só uma olhada na definição de população de baixa renda, segundo Decreto 6135, de 27 de junho de 2007:

 

“Art. 4o ...

II - família de baixa renda: sem prejuízo do disposto no inciso I:

a) aquela com renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo; ou

b) a que possua renda familiar mensal de até três salários mínimos;”

Caso o projeto seja inteiramente gratuito, a estimativa de público deverá ser inserida nesta coluna.

 

Lembrando que, para a Lei Rouanet, deverão ser distribuídos no mínimo 10% dos produtos culturais à população de baixa renda e adotados os meios de Democratização de Acesso, que já falamos lá em cima!

 

 

11. O orçamento deve estar coerente com todos os campos anteriores do projeto

Sim, não dá pra dizer uma coisa e depois o orçamento dizer outra, né? Sua Planilha Orçamentária deve estar compatível com o objetivo e as metas da proposta. Todos os itens pertinentes e essenciais à execução da proposta devem estar incluídos na planilha. Itens relacionados à administração do projeto e sua divulgação são indispensáveis também. Já pensou ter um projeto em que você pensou em toda a parte criativa, mas esqueceu que tem que pagar um contador, material de escritório e correios?

 

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12. Modelos de planilhas podem facilitar sua vida na hora de elaborar seu orçamento

Na hora de elaborar um projeto, nossa maior dúvida é sempre saber se estamos esquecendo algum item importante ou não. Para não ter esta sensação, o ideal é buscar templates de orçamentos ou outros projetos para que possa comparar como o seu. Confira aqui nossos modelos de planilhas disponíveis.

 

13. O captador de recursos recebe, mas tem limites

Na Lei Rouanet, a Remuneração para Captação de Recursos é limitada a R$100.000,00 ou até 10% do valor do projeto a captar, o que for menor. Em leis estaduais e municipais há variação nestes valores e alguns editais não aceitam o item captação no orçamento do seu projeto. Vale sempre o que está escrito!

 

 

14. Os direitos autorais também têm limites

Na Lei Rouanet, os Direitos Autorais serão limitados a 10% sobre o valor total aprovado para o projeto, exceto se custos superiores forem aprovados pela plenária da CNIC, que é a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura.

 

15. Cuidado ao criar um plano de divulgação mirabolante

Os Custos de Divulgação/Comercialização do projeto dentro da Lei Rouanet não poderão ultrapassar 20% do valor total das etapas pré-produção, produção/execução e custos administrativos somadas. Ou seja, não adianta fazer aquele plano de divulgação escandaloso se ele não cabe no orçamento do seu projeto, viu?

 

16. Não esqueça os custos administrativos

Muito produtor foca na parte artística do projeto e acaba esquecendo os custos administrativos. É importante levar em conta também que, para a Lei Rouanet, os Custos Administrativos não poderão ultrapassar 15% do orçamento total das etapas pré-produção, produção/execução e divulgação somadas.

 

17. Atenção aos documentos obrigatórios

 

Além dos documentos do proponente, ao inscrever seu projeto em uma lei ou edital você deve ter em mente que há alguns documentos obrigatórios que precisam ser anexados ao sistema. Leia sempre as leis e editais para saber quais são estes documentos e tenha seu Kit do Produtor salvo em seu computador com todos os modelos que precisa gratuitamente!

 

18. Cuidado com o prazo das diligências

 

Se você está inscrevendo um projeto através da Lei Rouanet, é fundamental que acompanhe todas as fases de análise do seu projeto e responda às diligências dentro do prazo determinado. A maior parte das diligências atua no prazo de 20 dias para resposta (que pode ser prorrogado mediante pedido), mas não atendê-las pode colocar seu projeto em risco.

 

19. Lembre-se de renovar o prazo de captação do seu projeto

Ao ter o seu projeto aprovado na Lei Rouanet, é importante ter atenção ao prazo de captação. Você pode renová-lo duas vezes, mas sempre 30 dias antes que chegue a data do vencimento. Por isso, anote esta data no calendário e não deixe seu projeto ser arquivado!

 

20. Não espere que um patrocinador bata à sua porta.

Ufa! 20 dicas rápidas e direto ao ponto pra você não perder o foco em seu projeto cultural.

 

Quer saber quais são os 3 principais erros que um produtor cultural comete na hora da elaboração de projetos?

 

Então dá só uma olhada nessa aula gratuita que preparamos pra você:

 

Os 3 principais erros que todo produtor cultural comete