Comece pequeno

 

Hoje vou mostrar para você como uma ideia simples e inusitada pode se transformar em um projeto cultural de grande sucesso.

O projeto raubdruckerin começou em 2006 em Portugal, quando a artista Emma-France Raff, junto com seu pai, desenvolveu a ideia de utilizar o que a cidade lhes oferecia para criar estampas inusitadas.

O bacana desta iniciativa – e o motivo pelo qual achei interessante colocá-la aqui – é que, muitas vezes não enxergamos ideias óbvias, fáceis e baratas porque estamos focados em grandes projetos.

E isso acontece não apenas quando falamos sobre nossos projetos culturais, mas, sobretudo, em nossa vida pessoal. Muitas vezes nos vemos pensando em uma grande viagem, em uma grande aventura, em um grande acontecimento enquanto a louça se acumula na pia. E se ao invés de buscar a felicidade como um fim, você se esforçasse para ser feliz hoje? São 24 horas que você tem! Simplifique!

Comece a pensar como você pode simplificar seus sonhos, sua rotina, seus projetos, as tarefas que te dão menos prazer. Minimize, reduza, destralhe. Pense no seu tempo, na sua caixa de entrada, no seu desktop, no seu armário, no seu dia-a-dia. Simplifique! 

Se você ainda não colocou um projeto no papel, se não o inscreveu em uma lei de incentivo, se ainda não achou um patrocinador, se ainda não tem uma equipe ou mesmo se não sabe por onde começar, pense pequeno. Comece pequeno. Mas comece já. Não deixe que os grandes pensamentos travem sua ação. Vinte e cinco minutos por dia fazendo algo conectado com seus sonhos pode fazer toda a diferença.

Lembre-se também que projetos menores podem garantir recursos para você dar passos maiores e realizar grandes sonhos. Para você ter uma ideia, de tempos em tempos o projeto raubdruckerin tem um aviso sobre alta demanda de pedidos. Sim, eles estão fazendo arte, estão se remunerando, tiveram uma excelente ideia e, acima de tudo, de forma simples!

Pronto para simplificar?

Como você conversa com a sua galera?

No início do ano, Mark Zuckerberg fez uma declaração que deixou muita gente ressabiada. Em um de seus primeiros posts no Facebook, ele informou aos seus leitores que a maneira como a informação iria circular pela rede social mudaria drasticamente.

O povo se apavorou. Quem anunciava, decidiu cortar a verba para se vingar do Zuc, quem tinha feito página ficou achando que devia resgatar o perfil, quem não sabia o que fazer partiu para o instagram (que também é do Zuc) e até agora ninguém sabe efetivamente o que vai acontecer. Como nunca soube, aliás.

Construir sua imagem ou a imagem do seu negócio em uma rede social é, como muitos “especialistas” dizem por aí, construir uma casa de dois andares e frente para o mar em um terreno alugado. Um dia o proprietário chega e coloca tudo o que construímos abaixo.

É claro que você não vai eliminar todas as contas que tem no Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, YouTube, etc, etc, etc por causa disso, mas é importante ter a consciência de que a fundação da casa em terrenos como estes é fraca.

E aí, faz o quê?

A primeira dica é saber onde seu público (ou fã) está. Se você está trabalhando diretamente para esta nova geração, a turminha abaixo dos dezessete anos, pode ser que tenha que queimar um pouco os neurônios para entender o meio de comunicação que utilizam (além de ficar craque de emoticons e palavras reduzidas como kdvc). Aliás, eles mesmos ainda não sabem como querem se comunicar ou não se importam em ter uma única resposta. Segundo estudos que circulam por aí, eles já abriram mão da TV, do telefone fixo, do carro, da casa própria e o próximo da lista pode ser o email.

Mas se você está trabalhando com um público acima dos dezessete, minha resposta é exatamente o contrário: comece agora mesmo uma lista de emails! Se as redes sociais são um terreno alugado, os emails têm se tornado cada vez mais nosso endereço residencial. Você não vê mais pessoas mudando de emails todo o tempo (algo que ocorria muito se você é da geração Aol, Ig, ICQ). Pelo contrário! As pessoas estão cada vez mais se apoderando de sua caixa de entrada e somente aceitando mailings e newsletters do que realmente importa.

Pegou a dica?

Comece agora mesmo a construir a lista de emails com seus clientes/fãs/público-alvo e comunique-se de forma coerente e consistente com eles. Crie uma relação de troca, ofereça mais do que peça e, quando seu novo projeto cultural estiver pronto para ser lançado, seu público estará apenas aguardando um sinal (ou um email) para fazer parte deste momento com você.

 

Precisamos falar sobre motivação

Coitada da segunda-feira. O antagonismo em forma de dia da semana. Quando não está nos motivando a começar algo novo em nossa rotina (uma dieta, um curso, um hábito…), ela vem com tudo para jogar na nossa cara que tem alguma coisa que não está lá tão boa quanto deveria e que teremos que encarar mais uma semana pela frente.

Quem nunca se irritou com a musiquinha do Fantástico no fim do domingo merece aplausos em cena aberta. Afinal, como seres humanos imperfeitos, temos um talento nato à auto-sabotagem, auto-negligência e, por que não dizer, à auto-sofrência.

Qual o café da manhã daquela turma super motivada, que já malhou quando você ainda está com remela nos olhos ou que sorri antes mesmo de escovar os dentes? Qual o segredo da auto-motivação? De onde ela vem? O que ela come? Onde ela mora? Será que ela é mesmo o santo Graal dos grandes empreendedores?

Devo dizer que, por mais motivada que eu me veja, li uma frase esta manhã que me fez questionar esta tal busca incessante pela motivação e alta-produtividade:

“Os mais de duzentos corpos que existem hoje enterrados no Monte Everest já foram, um dia, pessoas extremamente motivadas”.

Hum… Acho que eu nunca tinha pensado por este lado. Mas antes de voltar para as cobertas ou passar o dia inteiro trabalhando de pijamas, vale aproveitar os próximos parágrafos para pensar sobre o assunto.

Será que é mesmo a falta de motivação que faz você não atingir seus objetivos ou podemos pensar em novos vilões como a falta de planejamento, de metas, de coerência em seus sonhos ou ainda a falta de uma onda que te obrigue a nadar?

Esta manhã conversei com um de meus clientes sobre como as metas são importantes. Trabalhamos juntos com diversas ferramentas de identificação para saber o que é realmente essencial, importante, necessário ou supérfluo em sua vida. Falamos sobre rotina, hábitos, paixões, sucesso e felicidade. E enquanto a conversa fluía, eu mesma me dei conta de que a motivação não é o fim, mas o meio, e que cabe a nós identificar onde ela está exagerando na mão e onde está completamente inexistente.

No fim das contas, chega a dar pena da segunda-feira, que não tem nada a ver com esta história. Ela, coitada, é a mais prejudicada.

Então, que tal pensar no seu dia como um reflexo de toda a sua vida, condensado em milimétricas 24 horas? Cada dia um novo começo, cada semana sete novas possibilidades. Faça valer suas 24 horas e sua vida vai valer a pena.

Let, e a motivação, onde fica? Enterrada em algum lugar, enquanto você caminha em direção ao topo da montanha.

Qual o seu propósito?

 

Certamente  o título deste artigo já interrompeu sua timeline em algum post das redes sociais ou apareceu na chamada de alguma revista da vez.

 

De alguns tempos para cá, o tal “propósito” entrou na moda e quem não tem um para colocar em seu perfil no Linkedin ou no Facebook não está acompanhando o look do dia, de acordo com os “experts”. Se por um lado esta tendência ajudou muitas pessoas a encontrar uma forma mais criativa de definir o que ama ou o que faz, por outro, ela criou um vazio na vida de muitas outras que estão correndo atrás do rabo, tentando achar o tal “propósito” para não ficar fora da festa.

 

O que poderia ser algo para impulsionar pessoas em busca do auto-conhecimento, virou um fardo na vida de uma geração que precisa ser inteligente, bem sucedida, feliz, cult e ainda ter uma razão para viver que conecte todas as pontas do quebra-cabeças.

 

Não caia nessa. Você não está out se não tem um propósito e está feliz com o que faz, se se identifica com diversas causas e não está nem aí para esta moda ou ainda  se não sabe a sua missão no mundo, mas entende que o caminho é muito mais interessante que a chegada. Não está feliz com a sua vida neste momento? Aproveite a chance ela está te dando de reconhecer isso e dar um passo à frente em busca de um novo caminho!

 

Então, que tal mudar a pergunta de “qual o seu propósito?” para “qual a sua busca, neste momento?”. Não tem nenhum problema se você não tem todas as respostas. Afinal, quem tem? Pode apostar que experiementar algo novo e diferente a cada dia é justamente o melhor caminho para se conhecer e se descobrir.

 

Não tem um propósito? Não tem problema. Mais importante do que encontrar um neste momento é saber que nada nesta vida é permanente. Que tal colocar o foco em sua jornada?

 

 

 

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Leve a sério seu 2018

Hoje encontrei uma quantidade interminável de pessoas na minha academia. Não é feriado, é uma segunda-feira, eu malho na hora do almoço, está frio… Afinal, de onde surgiu toda esta gente?

Da síndrome do ano novo!

Pode ter certeza de que grande parte das pessoas que disputavam as esteiras da academia hoje não estarão lá dentro de algumas semanas. Sabe por quê? Porque elas não levam a sério seu 2018. Se motivaram com um novo começo, um novo ano, pularam sete ondinhas, comeram lentilha, romã, uva, colocaram roupa branca (ou amarela, azul, verde…) e disseram com a convicção do ano passado “este é meu ano”.

Afinal, como escapar da síndrome do ano novo e produzir de forma consistente ao longo dos próximos doze meses que temos pela frente? Hábito, rotina, metodologia e métricas. Parece complicado, mas é mais simples do que parece.

Se você se interessou por este artigo, imagino (e espero) que você tenha feito suas metas para este ano. E imagino (e espero) que as tenha colocado no papel, certo? Primeiro passo importante: colocar o que você deseja no papel. Não é na cabeça, na conversa entre amigos, muito menos na nuvem. É no papel. Escrever é o ato de registrar. E suas metas precisam de registro para que seu cérebro as valide.

Além disso é importante pensar seu ano como uma maratona e não como um sprint. Não comece indo na academia todos dias (e ainda pagando para todo o ano) se você não curte musculação, odeia pegar peso e só vai por obrigação. Se você colocou uma meta pensando em sua saúde, que tal se programar a ir ao menos uma vez por semana? Consistência!

Agora leve o exemplo da academia para sua vida geral. Parece complicado? Pegue uma folha de papel e a divida em partes: trabalho, pessoal, viagens, compras, saúde, educação… Fique à vontade para escolher as métricas que deseja, mas eu particularmente trabalho exatamente com estas.

Agora, coloque o que deseja fazer em 2018 em cada uma destas áreas. Que lugares quer o pretende conhecer? O que precisa comprar? Planeja fazer algum curso? Línguas? E no trabalho, quais são os projetos nos quais vai se dedicar este ano?

Lista pronta, sensação de que você é um super herói, mas antes de levantar voo, que tal dar uma analisada no que acabou de escrever. Suas metas são realistas? São poucas ou muitas considerando os 12 meses que tem pela frente. É possível colocar um período ou data ao lado de cada uma delas para “preencher” seu ano?

Agora sim seu 2018 parece pronto para começar. Mas antes de partir para a ação, que tal incluir na lista “levar a sério o que acabei de escrever”?

 

PS: precisa de acompanhamento nesta jornada? Saiba AQUI como o coaching pode mudar sua vida!