Mudanças no Salic: mensagem do MinC

Mensagem enviada pelo Ministério da Cultura a todos os proponentes cadastrados no Salic para inscrever projetos na Lei Rouanet:

 

Os ajustes solicitados por vocês, proponentes de projetos culturais, já estão disponíveis na nova versão do Salic, resultado do processo participativo na construção da Instrução Normativa (IN) 2017 e do sistema.

 

Após passar por sete cidades brasileiras e mobilizar mais de 4,5 mil Fazedores de Cultura nos Encontros Regionais sobre as novas regras da Lei Rouanet, as Secretarias de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura implementaram as atualizações demandadas no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).

 

Para o segundo semestre, planejamos aprimorar a Instrução Normativa e novas atualizações nos módulos de execução, fiscalização e avaliação de resultados, bem como implementar o cartão de pagamento do incentivo fiscal.

 

Atente-se às implementações disponibilizadas:

 

Nova Planilha Orçamentária

 

A partir de agora, ao preencher a planilha orçamentária, você deverá ajustar os custos vinculados. Na versão anterior, esses custos eram calculados automaticamente pelo Salic, atendendo a um percentual máximo estabelecido em normativo. A novidade é a permissão para o proponente definir um percentual até o limite máximo estabelecido em normativo. Nessa etapa é importante lembrar que, após a aprovação do projeto, esses custos não poderão ser alterados.

 

Ao dar continuidade ao cadastro do orçamento, você deverá indicar as fontes de pagamento dos itens orçamentários, o que poderá também ser realizado na fase de execução. A novidade está em registrar mais de uma vez os referidos itens para os pagamentos com fontes de recursos diferentes.

 

Outra facilidade disponível é a replicação de itens orçamentários em várias cidades com apenas um lançamento, visando a agilidade e redução de esforços no cadastramento do orçamento do projeto.

 

Duplicar projetos

 

A novidade garante praticidade na elaboração das propostas. O acesso é restrito ao perfil do proponente, que poderá gerar nova proposta a partir de dados de projetos anteriores, garantindo assim a segurança das informações e celeridade na elaboração de projetos.

 

A funcionalidade após executada redireciona o proponente para a área de cadastro de proposta, na qual os dados de um projeto anterior estarão reproduzidos.

 

E, não para por aqui, novas implementações ocorrerão no decorrer do mês agosto.

 

Cordialmente,

 

Equipe da SEFIC

Produção… Cadê o glamour?

Não, eu não vim aqui para contar a historia de vida de uma mulher repleta de sexo, drogas e rock n’roll.

 

Afinal, que produtor tem lá “vida” quando está prestes a estrear um espetáculo? Quando está no meio de uma turnê pelo Brasil? Ou ainda, quando está resolvendo pendências de uma prestação de contas?

 

Sinta-se feliz se conseguir ir ao banheiro quando a vontade vier ou ainda comer uma refeição tranquila, sem interrupções, alertas ou chamadas telefônicas.

 

Isso sim é glamour.

 

Pode não parecer, mas na vida de um produtor cultural, glamour é quando você consegue apoio de um hotel ou restaurante legal. E by the way, se você for um bom produtor, terá dinheiro para se hospedar neste mesmo hotel quando quiser ou ainda jantar neste restaurante sem ter que convencer alguém do elenco ou equipe de que seria legal ao menos pagar os 10% para o garçom que os atendeu.

 

Ok, não sejamos tão negativos.

 

O glamour está justamente no fato de que trabalhamos com o imaginário, com o encantamento, com a transformação que nossos projetos são capazes de proporcionar às pessoas. É por isso que você decidiu seguir esta carreira e é certamente disso que vai se lembrar sempre que ouvir os aplausos finais ou o feedback do público.

 

Isso sim é o verdadeiro glamour. E esse tipo de glamour tem de sobra.

 

Se não é ele que você procura, dê meia volta e procure outra profissão. A produção cultural não foi feita pra você.

 

Para ser produtor é preciso gostar de trabalhar, ter uma dose extra de perseverança e amor.

 

Porque só mesmo o amor é capaz de fazer alguém sonhar em ser produtor cultural.

 

E vai ter dias em que você vai precisar de amor de sobra pra não achar que fez a escolha de carreira errada.

 

Esta é a primeira parte do eBook Confissões de uma produtora cultural‘. Nele, conto 30 confissões que se passaram comigo ao longo de boa parte de minha carreira como produtora cultural.

 

São causos que divertem, fazem rir, chorar, mas, acima de tudo, ensinam muito sobre produção cultural. Porque, você sabe, por mais que a gente estude, a experiência vem na prática.

 

No eBook ‘Confissões de uma produtora cultural eu conto sobre quando menti pra polícia, quando quis arrombar uma lavanderia, quando não permiti que um avião decolasse… e também sobre momentos em que chorei de doer a barriga quando o cenário quebrou em cena ou de emoção quando vi uma menina surda e cega em minha plateia tendo acesso a libras tátil.

 

Garanto que é leitura obrigatória para quem sonha com a carreira de PRODUTOR CULTURAL.

O que você faz com suas ideias? 

O que você faz com suas ideias? 

Você as guarda com carinho em um caderno secreto, em uma pasta no evernote, no fundo da gaveta, em algum lugar da sua cabeça ou você simplesmente deixa que elas apareçam e desapareçam sem nenhum controle sobre elas?  

Pois é… Na correria do dia-a-dia, muitas vezes a gente simplesmente negligencia nossas ideias, não dá muita importância a elas e quando vê, precisa correr para atender o prazo de um edital ou, pior, começa a desacreditar nelas e não segue em frente.

Depois de passar muito tempo correndo como uma louca para elaborar projetos para editais ou ainda percebendo que muitas das minhas ideias não iam para frente pelo que eu chamei de “ausência de empatia pelo meu ‘eu-artista’ no futuro”, que eu decidi que isso tinha que mudar. 

Eu precisava ter um método simples e prático de transformar uma ideia em projeto assim que o momento “eureka” surgisse e guardá-las de forma bem organizada para colocá-las em prática cada uma a seu tempo.

Algumas precisavam ser maturadas… outras, simplesmente saiam prontas para serem executadas.

Foi daí que criei o método do curso “Elaboração de Projetos Culturais Simplificados“.

Assim, era fácil!

A ideia surgia, eu seguia meu próprio passo-a-passo e em pouco tempo lá estava meu projeto pronto para ir para o mundo (ou para o arquivo de ideias, quando esse era o caminho inicial).  

Se você também precisa de um passo-a-passo como eu, dá uma olhada —->>>> AQUI!

E depois me conta onde suas ideias foram parar!

 

Empreender é pra mim?

Empreender é pra mim?

É fácil empreender?

É possível viver fazendo o que ama?

Dá pra transformar talento em dindin?

A arte é mesmo o meu caminho?

 

Se esta e outras perguntas borbulham na sua cabeça a todo instante, este é o momento ideal para você fazer parte da Expedição Decola!LAB que acabou de começar.

 

A expedição nada mais é do que uma sequência de videos gratuitos com muito (MUITO!) conteúdo voltado para quem quer viver fazendo o que ama e ser feliz ganhando dinheiro com seu talento como artista.

 

Parece impossível, né?

 

 

Mas a Rafa Cappai mostra que não é!

 

Faz alguns anos que conheci a Rafa, a “pilota” da Espaçonave, a garota canivete, a menina bombril que é atriz, bailarina, comunicadora, empreendedora criativa e que, acima de tudo, disponibiliza seu conhecimento para ajudar criativos como eu e você a viver do que ama.

 

Sua capacidade de passar conhecimento é incrível e ela prova, através de uma metodologia que utiliza e aprimora há alguns anos que você não precisa se matar no processo de empreender e que você não precisa se encaixar num padrão. É possível sim!

 

É claro, a gente sabe que empreender precisa sim de dedicação, mas quando você tem alguém do seu lado para te guiar no processo, as coisas são muito mais simples. E é exatamente aí que entra o Decola!LAB.

 

O Decola! LAB é um programa online e coletivo de desenvolvimento de empreendedores inquietos, modernos e criativos, liderado pela Rafa Cappai, na Espaçonave.

 

Durante dez semanas, os participantes são guiados no passo a passo para transformar suas paixões e talentos em um negócio sustentável, com a sua cara e do seu jeito.

 

O programa utiliza metodologia desenvolvida como tese de mestrado na Goldsmiths University of London e chancelada pelo Ministério da Cultura, através do Prêmio de Economia Criativa, em 2013.

 

E já foi aplicada, desde então, em programas presenciais e online, na formação de mais de 1300 empreendedores criativos, de diversos setores, de vários estados brasileiros, mas também em países como Austrália, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Grécia, Malásia entre outros.

 

Não parece incrível? E é!

 

Embarquei na Espaçonave no ano passado e posso dizer que foi uma das experiências mais incríveis que tive.

 

E é justamente por isso que eu recomendo já que você entre na Expedição Decola!LAB que acabou de começar.

 

Pronto para decolar seu negócio cultural?

 

Eu quero!

 

 

 

 

Lei Rouanet: qual a diferença entre o artigo 18 e 26?

Lembra aquele dia em que você prometeu pra si mesmo que finalmente ia se aprofundar na Lei Rouanet e fez o download da legislação para ler?

 

Pois é…aposto que foi só começar a ver aquela linguagem jurídica de parágrafo, inciso, artigo… para dar um frio na espinha, não é mesmo?

 

E quando você abriu o link da nova instrução normativa (a IN 01/2017) e percebeu que ela tinha 80 páginas? 80 páginas?!?!?

 

É. A gente te entende…

 

Afinal, se um artista tivesse que fazer sua própria versão da lei Rouanet ela seria muito mais fácil de ser compreendida, mais colorida, cantada, fotografada… e a gente entenderia de um jeito muito mais fácil, não é?

 

Pois essa é nossa língua, é assim que a gente se comunica…

 

E foi justamente pra você que decidimos colocar os pingos nos is e um pouco de tinta na dúvida que mais aparece por aqui.

 

Afinal, que diabos é esse artigo 18 e 26?

 

Se eu caio no 18 sou sortudo e se caio no 26 é mercúrio que está retrógrado?

 

Não, não! Nada disso…

 

E pode ficar tranquilo que a gente promete que vai ser fácil e divertido de entender.

 

Bora então fazer arte?

 

Arte não! Artigo! E começamos com o 18!

 

Artigo 18

 

Se aquela sua ideia mais que mirabolante foi enquadrada pelo MinC no artigo 18, isso significa que o patrocinador vai poder abater 100% do valor investido através do seu projeto.

 

Traduzindo:

 

(1) Ele vai calcular o imposto de renda que precisa pagar aos cofres públicos.

(2) Desse total, vai pegar 4% e vai colocar tudinho (tudinho! 100%!) em seu projeto.

(3) E ele vai ter a isenção fiscal de tudinho, sem qualquer custo extra.

 

O mesmo vale para as pessoas físicas, mas elas podem deduzir 6% do Imposto de Renda.

 

Artigo 26

 

Pra começo de conversa, o artigo 26 não é a zebra do Fantástico, o pão com manteiga que caiu de cabeça pra baixo nem o jato de água fria que acabou com seu banho quente.

 

Então não fique triste se seu projeto foi enquadrado pelo MinC no artigo 26…

 

Dito isso, vamos aos fatos:

 

  • A única diferença entre os artigos 18 e 26, é o valor do abatimento do imposto de renda e o enquadramento do projeto.

 

  • Ao invés do “tudinho” do artigo 18, quando seu projeto cai no artigo 26, isso significa que o patrocinador vai ter a renúncia fiscal de 40% do valor investido (e 60% para pessoa física) e não dos 100% como acontece no artigo 18.

 

Entendeu?

 

Calma! Calma! Não precisa coçar a cabeça que a gente já sabe aqui as duas perguntas que você quer fazer… quer ver?

 

Por que uma empresa patrocinaria um projeto no artigo 26? E como saber se meu projeto será enquadrado no artigo 18 e no artigo 26?

 

A resposta a estas duas perguntas é bem simples e está, de alguma forma, conectada entre elas.

 

Os projetos mais usuais que são enquadrados no artigo 18 são das seguintes modalidades:

  • Artes cênicas (teatro, circo, mímica, dança…)
  • Audiovisual (curta, média…)
  • Música erudita
  • Música instrumental
  • Exposições de artes
  • Livros em geral

 

Já os projetos mais usuais que são enquadrados no artigo 26 são das seguintes modalidades:

  • Audiovisual (projetos radiofônicos, obras seriadas, jogos eletrônicos)
  • Música popular
  • Música gospel
  • Projetos de fotografia
  • Gravuras
  • Design e moda
  • Periódicos

 

 

Então…

 

Um bom patrocinador normalmente tem uma política de patrocínio e justamente por isso, tem uma linha de projetos nos quais tem mais interesse, independente do artigo em que ele foi enquadrado.

 

Só pra exemplificar, é só ver a Natura e a Vale com projetos de música popular (artigo 26), a Eletrobrás e a BR Distribuidora com projetos de teatro (artigo 18), entre outras…

 

Simples, não é?

 

Agora vamos à parte mais divertida para você que ficou junto comigo até aqui… :)

 

Desmistificando fatos:

 

(1) Não tem como sugerir um enquadramento ao MinC. Ou é ou não é. Aquela história de dizer que vai fazer um projeto de música instrumental quando seu projeto é música popular NÃO ROLA! Não enrole! (ou você terá problemas na execução e na prestação de contas!)

 

(2) Sim, alguns captadores vão te perguntar em que artigo seu projeto foi enquadrado e os bons captadores fazem isso apenas para definir sua estratégia de captação e empresas. Ponto!

 

(3) Se você contratou uma pessoa para enquadrar seu projeto na lei e ele caiu no artigo 26, esta pessoa não fez uma M%$#ˆ. Ela fez seu trabalho direitinho, viu? E o seu projeto provavelmente deveria estar enquadrado no 26 meeeesmo.

 

(4) Deveria? Sim, o MinC é humano (isso merece um outro texto!) e erra! Se seu projeto foi enquadrado errado, você pode sim entrar com um recurso e 99% de chances do enquadramento ser corrigido.

 

(5) Na sua vida de produtor e/ou artista nada muda se seu projeto foi enquadrado no 18 ou no 26 (exceto se você também for captar, como expliquei acima). Siga adiante com seu projeto e ande com fé que tudo vai dar certo.

 

(6) Ter um projeto enquadrado no artigo 26 não significa que você terá dificuldade para captar recursos. O sucesso da captação depende de outros fatores. Repetindo: o sucesso da captação depende de outros fatores.

 

(7) Se seu projeto é bom e for bem estruturado, com possibilidade de relacionamento forte entre marca e público, isso sim será fundamental na hora de garantir recursos junto ao seu futuro patrocinador.

 

Viu? Nem doeu…

 

Agora que tal arregaçar as mangas e começar a trabalhar de verdade naquela ideia que não sai da sua cabeça, mas que você está ai no modo “procrastination” evitando de cuidar dela?!?!

 

Bora colocar a ideia no papel e levá-la adiante? 

 

Se quiser um PASSO-A-PASSO que vai te dar um empurrãozinho pra isso (na verdade um empurrãozão) é só clicar >>> AQUI <<<!

 

Aposto que você vai curtir!

 

Quer elaborar uma ideia do início ao fim?