Como você conversa com a sua galera?

No início do ano, Mark Zuckerberg fez uma declaração que deixou muita gente ressabiada. Em um de seus primeiros posts no Facebook, ele informou aos seus leitores que a maneira como a informação iria circular pela rede social mudaria drasticamente.

O povo se apavorou. Quem anunciava, decidiu cortar a verba para se vingar do Zuc, quem tinha feito página ficou achando que devia resgatar o perfil, quem não sabia o que fazer partiu para o instagram (que também é do Zuc) e até agora ninguém sabe efetivamente o que vai acontecer. Como nunca soube, aliás.

Construir sua imagem ou a imagem do seu negócio em uma rede social é, como muitos “especialistas” dizem por aí, construir uma casa de dois andares e frente para o mar em um terreno alugado. Um dia o proprietário chega e coloca tudo o que construímos abaixo.

É claro que você não vai eliminar todas as contas que tem no Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, YouTube, etc, etc, etc por causa disso, mas é importante ter a consciência de que a fundação da casa em terrenos como estes é fraca.

E aí, faz o quê?

A primeira dica é saber onde seu público (ou fã) está. Se você está trabalhando diretamente para esta nova geração, a turminha abaixo dos dezessete anos, pode ser que tenha que queimar um pouco os neurônios para entender o meio de comunicação que utilizam (além de ficar craque de emoticons e palavras reduzidas como kdvc). Aliás, eles mesmos ainda não sabem como querem se comunicar ou não se importam em ter uma única resposta. Segundo estudos que circulam por aí, eles já abriram mão da TV, do telefone fixo, do carro, da casa própria e o próximo da lista pode ser o email.

Mas se você está trabalhando com um público acima dos dezessete, minha resposta é exatamente o contrário: comece agora mesmo uma lista de emails! Se as redes sociais são um terreno alugado, os emails têm se tornado cada vez mais nosso endereço residencial. Você não vê mais pessoas mudando de emails todo o tempo (algo que ocorria muito se você é da geração Aol, Ig, ICQ). Pelo contrário! As pessoas estão cada vez mais se apoderando de sua caixa de entrada e somente aceitando mailings e newsletters do que realmente importa.

Pegou a dica?

Comece agora mesmo a construir a lista de emails com seus clientes/fãs/público-alvo e comunique-se de forma coerente e consistente com eles. Crie uma relação de troca, ofereça mais do que peça e, quando seu novo projeto cultural estiver pronto para ser lançado, seu público estará apenas aguardando um sinal (ou um email) para fazer parte deste momento com você.