O ônibus escolar que me levava pro museu

A última vez que estive no Museu Nacional foi em 2012, quando estava produzindo um evento junto com a Total Filmes. Naquela época, entramos por alguns corredores e salas inacessíveis ao público para visitar um possível espaço onde seria realizada uma coletiva de imprensa.

Não foi legal o que vi.

O museu já não tinha mais nenhuma relação com aquela minha imagem de infância, quando saíamos do ônibus escolar na Quinta da Boa Vista para mais um dia inteiro visitando o museu. 

Nunca mais voltei lá depois disso. Mas nos últimos cinco anos estive no Museu Histórico pela primeira vez, na Biblioteca Nacional algumas vezes, conheci o Museu do Amanhã, o M.A.R e talvez outros mais… só falando do Rio de Janeiro.

Não podemos mais voltar ao Museu Nacional, mas independente de toda a raiva, tristeza e/ou revolta que todos nós estejamos sentindo neste momento, há também uma sensação de perda e, talvez, culpa. Sabe aquela sensação de algo sempre disponível que a gente deixa pra depois? Pra outro dia? Pois é…

Em seu livro “O caminho do artista”, Julia Cameron fala sobre “o dia do artista”: um dia somente seu para se alimentar, se nutrir, se inspirar. Ela convida a gente a “passear” com o artista que existe dentro de nós e levá-lo a um museu, a um espetáculo, a uma exposição.

Qual foi o último lugar onde você levou seu artista pra passear? 

O que você tem feito para nutrir seu artista?