Precisamos falar sobre motivação

Coitada da segunda-feira. O antagonismo em forma de dia da semana. Quando não está nos motivando a começar algo novo em nossa rotina (uma dieta, um curso, um hábito…), ela vem com tudo para jogar na nossa cara que tem alguma coisa que não está lá tão boa quanto deveria e que teremos que encarar mais uma semana pela frente.

Quem nunca se irritou com a musiquinha do Fantástico no fim do domingo merece aplausos em cena aberta. Afinal, como seres humanos imperfeitos, temos um talento nato à auto-sabotagem, auto-negligência e, por que não dizer, à auto-sofrência.

Qual o café da manhã daquela turma super motivada, que já malhou quando você ainda está com remela nos olhos ou que sorri antes mesmo de escovar os dentes? Qual o segredo da auto-motivação? De onde ela vem? O que ela come? Onde ela mora? Será que ela é mesmo o santo Graal dos grandes empreendedores?

Devo dizer que, por mais motivada que eu me veja, li uma frase esta manhã que me fez questionar esta tal busca incessante pela motivação e alta-produtividade:

“Os mais de duzentos corpos que existem hoje enterrados no Monte Everest já foram, um dia, pessoas extremamente motivadas”.

Hum… Acho que eu nunca tinha pensado por este lado. Mas antes de voltar para as cobertas ou passar o dia inteiro trabalhando de pijamas, vale aproveitar os próximos parágrafos para pensar sobre o assunto.

Será que é mesmo a falta de motivação que faz você não atingir seus objetivos ou podemos pensar em novos vilões como a falta de planejamento, de metas, de coerência em seus sonhos ou ainda a falta de uma onda que te obrigue a nadar?

Esta manhã conversei com um de meus clientes sobre como as metas são importantes. Trabalhamos juntos com diversas ferramentas de identificação para saber o que é realmente essencial, importante, necessário ou supérfluo em sua vida. Falamos sobre rotina, hábitos, paixões, sucesso e felicidade. E enquanto a conversa fluía, eu mesma me dei conta de que a motivação não é o fim, mas o meio, e que cabe a nós identificar onde ela está exagerando na mão e onde está completamente inexistente.

No fim das contas, chega a dar pena da segunda-feira, que não tem nada a ver com esta história. Ela, coitada, é a mais prejudicada.

Então, que tal pensar no seu dia como um reflexo de toda a sua vida, condensado em milimétricas 24 horas? Cada dia um novo começo, cada semana sete novas possibilidades. Faça valer suas 24 horas e sua vida vai valer a pena.

Let, e a motivação, onde fica? Enterrada em algum lugar, enquanto você caminha em direção ao topo da montanha.