Mindset do fracasso: por que nem todos os artistas dão certo?

Será que existe uma forma de dar certo e ter um mindset de sucesso no mundo das artes?

 

Sabe aquela sensação de que nosso mercado é considerado injusto, competitivo e desleal e que somente poucos serão bem-sucedidos em suas carreiras artísticas?

 

Balela!

 

Fomos condicionados e nos condicionamos a acreditar nesta história de tal forma que ela mesma serve para justificar nossos próprios fracassos.

 

Criamos o “mindset do artista” onde ele é sempre “o coitado” que deseja mudar o mundo com sua arte enquanto todas as pessoas ao seu redor estão mais preocupadas com suas próprias vidas e umbigos.

 

Se você, em algum momento, pensou assim, está na hora de mudar seus conceitos agora mesmo ou vai continuar, para sempre, recebendo o papel de “coitado” no palco da vida.

 

Desde cedo colocamos em nossa cabeça de que vivemos em um mercado difícil, com poucas oportunidades e que privilegia uns em detrimento de outros.

 

Isso vem desde a formação do ator, desde as formações universitárias, desde os cursos livres que fazemos…

Ninguém nos ensinou a acreditar em nós mesmos.

 

E ninguém nos disse que este é o primeiro (e mais importante) passo para dar certo.

 

O pior de tudo é que aprendemos a buscar a culpa do insucesso fora de nós mesmos e continuamos repetindo isso aos quatro ventos, acreditando em verdades absolutas que são, simplesmente, falsas!

 

É o amigo que não quer comprar nosso ingresso, o teatro que cobra caro pelo aluguel, o público que prefere produtos da indústria cultural, é a crise que não faz as pessoas irem a uma exposição, o índice de analfabetismo alto que não faz comprarem um livro…

 

Decoramos que a culpa não é nossa e isso fez com que a vida fosse muito mais fácil, apesar de distante daquilo que sempre sonhamos!

 

Agora me diga…

 

Ser médico é fácil?

 

Ser empreendedor digital é tranquilo?

 

Abrir uma loja (do que quer que seja) é molezinha?

 

Você acha mesmo que seu amigo só faz isso com você ou ele também pede uma consulta grátis pro médico-amigo, tenta burlar o sistema digital compartilhando o login de um produto online ou ainda pede desconto na loja, mesmo sabendo que pagaria mais caro por determinado produto?

 

Você acha mesmo que o teatro é o grande “malvado” no sistema ou qualquer empreendedor passa pela mesma situação com bancos, instituições financeiras e fornecedores em geral?

 

Você acredita que sua vida seria muito mais fácil se você tivesse que abrir uma loja de domingo a domingo, cuidar do seu negócio, lidar com fornecedores e clientes insatisfeitos?

 

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Está na hora de dizer chega e acreditar que você pode.

(ou simplesmente desistir de dar certo)

 

Fato é que enquanto você não assumir o controle de sua carreira artística continuará, para sempre, neste papel, pulando de insucessos para insucessos, e permitindo que sua vida seja ditada por outros que não você!

Por que isso acontece?

 

Infelizmente alguns comportamentos e atitudes nos colocaram dentro de uma bolha de onde não conseguimos sair:

 

  • Não nos aperfeiçoamos fora de nosso círculo de conhecimento. Jamais buscamos formações de empreendedorismo, mindset, produtividade, hábito ou desempenho.

 

  • Não consideramos o mundo das artes como um mercado (ou lidamos com este assunto de forma polêmica) e, portanto, reclamamos de que os ingressos não estão sendo vendidos ao mesmo tempo que gritamos aos quatro ventos de que nosso trabalho não tem preço. Tem ou não tem? É claro que tem! Dê-se o valor ou ninguém mais lhe dará!

 

  • Acreditamos que não é possível viver apenas de uma carreira artística ao mesmo tempo em que sonhamos todos os dias com isso. Vivemos um dilema interno entre ir para os ensaios e buscar formas paralelas de receita, simplesmente nos desfocando o tempo inteiro de nossos objetivos maiores, de nossos SONHOS!

 

  • Não sabemos precificar nosso trabalho e talento, não sabemos nos valorizar e, principalmente, não buscamos conhecimento para suprir nossas deficiências.

 

  • Acreditamos que nosso maior investimento é atuar, decorar, ensaiar, treinar, praticar, quando, além disso, é preciso investir de verdade também em cursos, formações e mentores fora do mundo das artes! Isso não significa que você vá se tornar um artista-empreendedor (a não ser que você queira isso, caminho que eu super recomendo atualmente para quem se interessa por isso). Significa apenas que você estará mais preparado para enfrentar o mercado, que é igual para todos.

 

Há algum tempo, me dei conta de que era preciso dar alguns passos atrás para poder chegar mais à frente. Mapeei minhas deficiências, busquei mentores e entendi que, para aumentar meus rendimentos e poder viver da minha arte (escrever livros), eu precisava investir em algumas qualidades que não tinha.

É claro que isso dependia de valores financeiros, que eu não tinha.

 

Mas ao invés de simplesmente desistir por achar que eu não poderia pagar o preço de algo que, em poucos meses mudaria minha vida, eu criei um plano de ação para obter estes valores, recuar em meus planos, me dedicar a estes estudos e voltar para o mercado.

 

Você pode tudo o que quiser, desde que esteja verdadeiramente disposto a fazê-lo.

 

E foi assim que o 2o semestre de 2014 e primeiro semestre deste ano se tornaram um divisor de águas em minha carreira.

 

E isso se deu, principalmente, pelos cursos que fiz, pelos livros que li e pelas pessoas com quem me relacionei: meus mentores.

Em que formações, curso e livros você investiu este ano?

 


 

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