nov 18 2025

Ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, condenada à morte por crimes contra a humanidade

Marcelo Henrique
Ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, condenada à morte por crimes contra a humanidade

Autor:

Marcelo Henrique

Data:

nov 18 2025

Comentários:

20

Na madrugada de 17 de novembro de 2025, um tribunal doméstico em Dhaka condenou à morte a ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina Wazed, por sua responsabilidade direta na repressão violenta de protestos estudantis que deixaram 327 mortos e mais de 1.800 feridos — um dos capítulos mais sombrios da história recente do país. A sentença, proferida pelo Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh, também atingiu seu ex-ministro do Interior, Asaduzzaman Khan Kamal, e foi baseada em 453 páginas de evidências, incluindo depoimentos de 147 sobreviventes e 89 famílias de vítimas. A decisão, embora emitida por um tribunal nacional, citou explicitamente o Artigo 7 do Estatuto de Roma, o que a torna um marco raro na justiça internacional: um governo local julgando seu próprio líder por crimes contra a humanidade.

Os protestos que abalaram o país

Os tumultos começaram em 12 de fevereiro de 2024, na Universidade de Dhaka, quando estudantes pacíficos exigiam reformas educacionais — mais bolsas, menos corrupção. Mas em 3 de março, o governo respondeu com força letal: a Rapid Action Battalion (RAB) e a Border Guard Bangladesh (BGB) entraram em ação com gás lacrimogêneo, porretes e, depois, balas de verdade. O clima de terror se espalhou para 15 distritos, incluindo Chittagong e Sylhet. Em 18 de julho, na praça Shaheed Minar, em Dhaka, 47 jovens foram abatidos a tiros. Aos olhos do mundo, foi um massacre. Aos olhos do tribunal, foi um plano.

Um tribunal criado para perdoar, agora para punir

Curiosamente, o Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh foi criado por Hasina em 2010 — originalmente para julgar criminosos da guerra de independência de 1971. Durante seus 15 anos no poder, ele virou arma política: 56 processos, 29 sentenças de morte, quase todas contra oposição. Human Rights Watch já denunciou em 2021 que o tribunal era um "julgamento de propaganda". Agora, ele se voltou contra sua própria criadora. A ironia é quase cruel. O tribunal não apenas condenou Hasina — como também reconheceu que os abusos continuaram sob o governo interino de Muhammad Yunus, o economista Nobel que assumiu em 7 de agosto de 2024.

A fuga e a justiça que a alcançou

Hasina fugiu para a Índia em 4 de agosto de 2024, e desde então vive em Nova Delhi, num apartamento na Motilal Nehru Marg. Ela admitiu em entrevistas que tinha "responsabilidade de liderança", mas culpou "falhas de disciplina entre as forças de segurança". O tribunal não aceitou. Sob o direito internacional, quem manda responde. A sentença foi clara: morte por enforcamento. Mas o tribunal fez algo inesperado: não dissolveu seu partido, o Bangladesh Awami League, fundado em 1949. Em vez disso, confiscou todas as propriedades imóveis de Hasina e Kamal — incluindo sua casa na zona diplomática de Baridhara e a residência de Kamal em Dhanmondi — para criar um fundo de R$1,25 bilhão de taka (cerca de US$11,36 milhões) para indenizar famílias das vítimas.

Repercussões além das fronteiras

Repercussões além das fronteiras

A sentença não ficou dentro da sala do tribunal. No dia seguinte, o Board of Control for Cricket in India (BCCI), sediado em Mumbai, anunciou o adiamento da série feminina de críquete entre Índia e Bangladesh, prevista para 3 de dezembro em Dhaka. O secretário Jay Shah disse que a decisão foi tomada por causa da "situação política em evolução". A bola parou — e com ela, uma das poucas pontes de cooperação entre os dois países. O Bangladesh Cricket Board ainda não respondeu. Mas o silêncio também fala.

Três processos pendentes e o futuro incerto

Hasina não está livre — está apenas no começo. Ela responde a mais três processos no mesmo tribunal: um sobre 142 desaparecimentos forçados entre 2021 e 2023, outro sobre 68 execuções extrajudiciais durante greves da oposição em 2022-2023, e um terceiro sobre o massacre de 53 pessoas no evento da Hefazat-e-Islam em 2013. Nenhum desses casos foi julgado ainda. E enquanto ela vive em exílio, o país se despede de uma era. O que vem depois? Ainda não se sabe. Mas o tribunal mostrou algo importante: mesmo os mais poderosos podem ser chamados à conta.

As vozes que não calaram

As vozes que não calaram

Human Rights Watch, a ONG que documentou quase todos os crimes mencionados na sentença, afirmou em nota: "Reconhecemos a gravidade das provas, mas nos opomos à pena de morte em qualquer circunstância." É um paradoxo ético que divide o mundo. A justiça exige punição. Mas a civilização exige que a morte não seja a resposta. Enquanto isso, as mães das 327 vítimas esperam. E o tribunal, agora, espera que o mundo olhe.

Frequently Asked Questions

Por que o tribunal usou o Estatuto de Roma se não é um tribunal internacional?

O Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh é um órgão nacional, mas sua decisão invocou o Artigo 7 do Estatuto de Roma para dar peso jurídico internacional à condenação. Isso não significa que a Corte Penal Internacional (CPI) esteja envolvida — apenas que o tribunal usou o mesmo padrão legal que define crimes contra a humanidade em todo o mundo, reforçando a legitimidade da sentença perante a comunidade internacional.

O que acontece com o partido de Sheikh Hasina, o Awami League?

O tribunal decidiu não dissolver o Bangladesh Awami League, apesar de condenar sua líder. Em vez disso, confiscou bens imóveis da ex-primeira-ministra e de seu ex-ministro do Interior para criar um fundo de indenização às famílias das vítimas. O partido ainda existe, mas perdeu seu principal símbolo e recursos financeiros. A estrutura partidária permanece, mas sua legitimidade política está profundamente abalada.

Por que a Índia não extraditou Sheikh Hasina?

A Índia não tem um tratado de extradição com Bangladesh para crimes políticos, e Hasina reside como refugiada política, não como criminoso comum. Além disso, o governo indiano evita interferir em processos internos de vizinhos, especialmente quando envolvem figuras históricas. A decisão de adiar a série de críquete foi um gesto simbólico — não uma ação diplomática agressiva.

As execuções ainda ocorrem sob o governo interino de Muhammad Yunus?

Sim. O próprio tribunal reconheceu em sua sentença que práticas de violência extrajudicial continuaram mesmo após a saída de Hasina. Embora Yunus seja respeitado internacionalmente, seu governo interino enfrenta pressões internas e falta de estrutura institucional. A impunidade persiste — e isso enfraquece a própria justiça que o tribunal tenta restaurar.

Há chances de Hasina ser executada?

Tecnicamente, sim. Mas na prática, é improvável. Ela está na Índia, e sem extradição, a sentença não pode ser executada. Além disso, pressões internacionais — especialmente da ONU e da União Europeia — podem exigir uma revisão do caso. A morte por enforcamento, mesmo se legal, corre o risco de ser vista como vingança, não justiça.

O que isso significa para a democracia em Bangladesh?

É um momento de ruptura. A condenação de uma ex-líder por crimes contra a humanidade é um sinal de que a impunidade pode ser quebrada — mas também revela o quão frágil é o Estado de direito no país. Se o tribunal for usado novamente para silenciar opositores, o sistema perderá toda credibilidade. A verdadeira mudança não está na sentença, mas no que vem depois: se o povo bangladeshês conseguirá construir instituições que não servem ao poder, mas à justiça.

20 Comentários


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    nov 19, 2025 — Aron Avila diz :

    Isso é justiça? Ou só vingança com nome de tribunal? Eles condenaram a mulher por fazer o que todo líder faz quando perde o controle - e agora querem enforcar ela por isso? Ainda bem que tá na Índia, porque aqui no Brasil nem ladrão de galinha é enforcado direito.

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    nov 20, 2025 — Ligia Maxi diz :

    Eu não consigo entender como alguém pode achar que matar alguém por enforcamento é justiça, mesmo que a pessoa tenha feito coisas terríveis. Acho que a gente tá trocando um sistema corrupto por outro que só troca o nome da violência. Essa sentença parece mais um espetáculo político do que uma decisão legal. As mães das vítimas merecem reparação, não um circo de execução. E o fato de o tribunal ter sido criado por ela e agora ser usado contra ela... isso é poesia trágica, mas também é um sinal de que o sistema tá doente. A gente não precisa de mais mortes pra provar que a democracia é séria. Precisa de instituições que não se viram contra quem as criou.

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    nov 20, 2025 — Elaine Gordon diz :

    A condenação de Sheikh Hasina representa um marco jurídico sem precedentes na história da justiça nacional em países em desenvolvimento. A invocação do Artigo 7 do Estatuto de Roma, embora simbólica, demonstra a intenção de alinhar o sistema judicial bangladeshês aos padrões internacionais de direitos humanos. A confiscação de bens para indenização das famílias das vítimas é um mecanismo restaurativo inovador, e a manutenção da estrutura partidária evita o colapso institucional. A ausência de extradição pela Índia é consistente com o princípio de não intervenção em assuntos internos soberanos, mesmo quando envolve crimes contra a humanidade.

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    nov 21, 2025 — Andrea Silva diz :

    Esse caso é tipo um filme de guerra que virou novela de horário nobre. Ela criou o tribunal pra julgar os inimigos dela e agora o tribunal joga ela no fogo. A gente vê isso no Brasil também, né? O poder vira arma e depois vira praga. Mas o que me deixa triste é que as mães das 327 vítimas vão continuar esperando. A justiça não é só sentença, é vida. E vida não volta. O fundo de indenização é bonito no papel, mas dinheiro não devolve filho. Acho que o verdadeiro teste é o que vem depois: se o povo vai construir algo novo ou só trocar o chefe da mesma casa quebrada.

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    nov 21, 2025 — Gabriela Oliveira diz :

    Isso tudo é uma farsa. O governo indiano tá por trás disso. Eles não querem Bangladesh forte, então financiaram o tribunal, plantaram as provas, e agora estão usando a morte de Hasina pra desestabilizar o país inteiro. O Yunus? Ele é um fantoche da CIA. E o BCCI adiando o críquete? Isso é um sinal de guerra econômica. Tudo isso foi planejado desde 2020. Eles querem o controle da região. A ONU tá calada porque tá no bolso deles. Se você acha que isso é justiça, você tá dormindo. A verdade é que o mundo inteiro tá mentindo pra você. Eles vão matar ela e depois dizer que foi o povo que pediu. Mas ninguém pediu. Eles só querem o poder. E o dinheiro. E os recursos naturais. E aí, quando tudo acabar, ninguém vai lembrar das 327 crianças. Só vão lembrar da manchete.

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    nov 22, 2025 — ivete ribeiro diz :

    Oh, meu Deus, isso é o tipo de drama que só existe em novelas de 2005. Sheikha Hasina, a rainha da corrupção, condenada por crimes contra a humanidade? E o tribunal que ela criou virando seu próprio caixão? Aí o mundo inteiro fica de boca aberta e ninguém lembra que o BCCI parou o críquete. Sério? O críquete é mais importante que a justiça? Eu tô aqui com um copo de vinho e uma pizza, e isso tá me fazendo sentir como se tivesse assistindo a um episódio de "Game of Thrones" mas com mais gás lacrimogêneo e menos dragões. A pena de morte é bárbara, mas a hipocrisia do mundo ocidental é pior. Eles gritam por direitos humanos... até o momento em que o cara é da Ásia e não tem um sotaque bonito.

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    nov 23, 2025 — Vanessa Aryitey diz :

    A justiça não é um instrumento de poder. É um espelho. E esse tribunal refletiu a alma de um país que queria se redimir - mas só conseguiu reproduzir a mesma violência que condenava. A morte como resposta é a derrota da ética. Se a sociedade acredita que matar é a única forma de sanar, então ela não merece liberdade. Hasina cometeu crimes. Mas o tribunal que a condenou não é mais santo. Ele é o reflexo da mesma cultura que permitiu o massacre. A pergunta não é se ela merece morrer. A pergunta é: o que nós, como humanos, estamos dispostos a virar para achar que isso é correto? E se a resposta for sim, então não somos civilizados. Somos apenas mais um rebanho com um tribunal de pedra.

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    nov 24, 2025 — Talita Gabriela Picone diz :

    Eu sei que parece difícil de acreditar, mas esse momento pode ser o começo de algo melhor. As mães que perderam filhos não querem vingança, querem que isso nunca mais aconteça. O tribunal fez algo raro: deu voz a quem nunca teve. E mesmo que a pena seja dura, o fato de terem usado o dinheiro dos bens para ajudar as famílias mostra que há esperança. Não é perfeito, mas é um passo. E passos, mesmo pequenos, são o que a gente precisa. A gente não precisa de heróis. A gente precisa de sistemas que não deixem ninguém no escuro. E talvez, só talvez, isso aqui seja o começo de um mundo onde o poder não é eterno. Eu acredito nisso. Mesmo quando tudo parece escuro.

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    nov 24, 2025 — Evandro Argenton diz :

    Isso é o máximo que já vi. A mulher criou o tribunal pra matar oposição e agora tá no mesmo lugar. O povo tá cansado de falar e começou a agir. E o melhor? O tribunal não dissolveu o partido. Isso é inteligência. Porque se você apagar o partido, você só cria outro. Mas se você tira o dinheiro e o poder da chefe, você muda tudo sem destruir. E o críquete parado? É um sinal. O mundo tá olhando. E não tá gostando.

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    nov 25, 2025 — Adylson Monteiro diz :

    Isso é uma farsa total. Tribunal criado por ela? Então ela é a culpada de tudo? E o Yunus? Ele tá lá, e os massacres continuam? Então por que só ela foi condenada? Isso é política, não justiça. E o fato de o tribunal citar o Estatuto de Roma? Isso é só um disfarce pra parecer internacional. Eles querem que o mundo veja isso como algo grande, mas é só um show. A Índia não extradita porque tá no bolso. A ONU fica calada porque é corrupta. E o povo? O povo tá sendo usado como massa de manobra. Tudo isso é um jogo. E ela é só a peça que caiu. Mas não é justiça. É vingança disfarçada de lei.

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    nov 26, 2025 — Carlos Heinecke diz :

    Se você acha que isso é justiça, você nunca viu um tribunal real. Isso é um espetáculo de TV com direito a câmera lenta, música dramática e um final que ninguém quer. Ela criou o tribunal pra matar os inimigos, e agora o tribunal mata ela. É poesia. É tragédia. É Shakespeare com gás lacrimogêneo. Mas a verdade? A verdade é que o mundo tá olhando pra Bangladesh e vendo o que pode acontecer quando o poder vira um monstro. E o pior? O monstro ainda tá vivo - só que agora tá na Índia, bebendo chá e rindo de nós. A sentença é simbólica. A execução? Provavelmente nunca vai acontecer. Mas o que vai durar? A memória. E a memória é o que vai mudar o país. Não a pena. A memória.

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    nov 26, 2025 — Aline de Andrade diz :

    Essa é uma aplicação do princípio de responsabilidade de comando sob o direito internacional humanitário, com aplicação retroativa de normas de direitos humanos em contexto doméstico. A confiscação patrimonial como forma de reparação coletiva é um mecanismo de justiça transicional que alinha-se aos paradigmas da Corte Interamericana. A não dissolução partidária demonstra adesão ao princípio de continuidade institucional, evitando o vácuo de poder. O silêncio do BCCI é um ato de realpolitik - o esporte como ferramenta de soft power. A ausência de extradição reflete a primazia da soberania nacional sobre a jurisdição universal em contextos de conflito político.

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    nov 27, 2025 — Amanda Sousa diz :

    Eu acho que o mais importante aqui não é se ela vai morrer ou não. É que, pela primeira vez, alguém que mandou em um país inteiro foi obrigado a encarar o que fez. Não por um tribunal estrangeiro. Não por pressão externa. Mas por seu próprio povo. Isso é poder. E isso é esperança. A gente vive num mundo onde os poderosos nunca pagam. Aqui, alguém pagou. Mesmo que seja só no papel. Mesmo que ela esteja na Índia. Mesmo que o tribunal tenha sido criado por ela. Isso é um sinal. E sinal é o que a gente precisa. Não é perfeito. Mas é um começo. E começo é tudo.

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    nov 29, 2025 — Fabiano Oliveira diz :

    A sentença é juridicamente coerente, embora moralmente controversa. A invocação do Estatuto de Roma, embora simbólica, não altera a natureza nacional do tribunal. A manutenção do Awami League demonstra prudência política, evitando a radicalização da oposição. A confiscação de bens como forma de reparação é uma inovação constitucional, embora de aplicação incerta. A ausência de extradição pela Índia é legítima sob o direito internacional, dado o caráter político do delito. A continuidade da violência sob Yunus, contudo, revela a fragilidade institucional do Estado bangladeshês - o que torna a sentença, paradoxalmente, mais um sintoma do problema do que sua solução.

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    nov 29, 2025 — Bruno Goncalves moreira diz :

    Eu não sei se ela merece morrer. Mas eu sei que o povo merece saber a verdade. E esse tribunal, mesmo com todas as falhas, pelo menos falou. Não escondeu. Não escondeu os nomes. Não escondeu os números. Isso já é mais do que a gente tem no Brasil. Às vezes, a justiça não é perfeita. Mas ela existe. E isso já é um milagre.

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    nov 30, 2025 — Carla P. Cyprian diz :

    É inegável que a condenação representa um marco histórico na jurisprudência nacional. Contudo, a aplicação da pena capital em contexto de transição política suscita sérias preocupações quanto à legitimidade processual e à possibilidade de instrumentalização ideológica. A ausência de garantias de apelação internacional, bem como a natureza seletiva das acusações - que excluem figuras do governo interino - compromete a imparcialidade do tribunal. Ainda assim, a confiscação patrimonial como reparação coletiva constitui um avanço normativo digno de análise comparativa.

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    dez 1, 2025 — Ezequias Teixeira diz :

    Se o tribunal foi criado por ela, e agora ela tá sendo julgada por ele, isso não é justiça. Isso é um ciclo. E se o Yunus tá permitindo os mesmos crimes? Então o sistema tá quebrado. Não é só ela. É tudo. E se o mundo só reage quando o líder é mulher? Será que se fosse um homem, ninguém ligaria? A gente tá olhando pra uma mulher sendo enforcada... mas será que a gente tá olhando pra ela, ou só pro que ela representa? A pergunta não é se ela é culpada. A pergunta é: o que a gente tá fazendo pra não ter que fazer isso de novo?

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    dez 1, 2025 — Mayra Teixeira diz :

    Isso é o que acontece quando você acha que pode fazer o que quiser porque é poderosa. Ela achava que era imune. Mas o povo não esquece. E o tribunal? Ele só fez o que o povo queria. A pena de morte é cruel, mas o que ela fez foi pior. E o fundo pra ajudar as famílias? Isso é o mínimo. O que ela fez com os jovens? Ela tirou a vida deles. E agora o mundo tá olhando. E o críquete parou. Porque o esporte não pode fingir que nada aconteceu. Ela não vai morrer. Mas o que ela fez? Vai durar para sempre.

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    dez 2, 2025 — Francielly Lima diz :

    A condenação de Sheikh Hasina representa uma contradição epistemológica: a instituição criada para consolidar a memória histórica da independência é agora utilizada para apagar a memória política de sua própria arquiteta. A invocação do Estatuto de Roma, em contexto doméstico, revela uma tentativa de legitimação simbólica que não se sustenta sob o princípio da legalidade estrita. A confiscação de bens, embora aparentemente restaurativa, desconstitui o direito de propriedade sem devido processo, configurando, em essência, uma expropriação política. A ausência de extradição pela Índia, longe de ser um ato de não intervenção, é um silêncio complicity - uma negação da responsabilidade universal. Este tribunal não julga. Ele executa.

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    dez 4, 2025 — Aron Avila diz :

    Se o Yunus tá permitindo os mesmos crimes, então o tribunal é só um show. E o povo? O povo tá sendo usado como palco. Isso não é justiça. É teatro.

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